O ano de 2019 começou com novos governos e ministros e com muitas polemicas, acirrando ainda mais a discussão entre o agro e o urbano. A nova ministra da Agricultura, Tereza Cristina, entrou tendo como prioridade agilizar o registro de novas moléculas de defensivos agrícolas. Foram 382 até outubro, configurando no maior índice de liberação dos últimos 14 anos. Ainda neste segmento foi o ano de discutir a aplicação do herbicida 2, 4-D. No Rio Grande do Sul a deriva teria prejudicado pomares de uva e maça e a aplicação foi suspensa em dezembro devido a greve de servidores da Secretaria da Agricultura. Ainda se falou muito na mortandade das abelhas. O Fipronil foi apontado como responsável.
Este ano que passou também viu um novo Plano Safra focado no seguro rural. As verbas para esta modalidade praticamente dobraram, alcançando R$ 1 bilhão. Já os produtores questionam a dificuldade no acesso ao crédito. A decepção ficou por conta do Moderfrota, principal linha de investimento. O volume será de R$ 9,6 bilhões, valor bem menor do que esperava a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O setor de máquinas e equipamentos teve faturamento cerca de 8% maior no mercado interno, sendo o primeiro crescimento mais vigoroso desde a crise de 2013.
A soja foi protagonista. Segundo levantamento da Conab, a produção brasileira deve ficar em 121,09 milhões de toneladas, um novo recorde para o país, com aumento de 5,3% ante a temporada passada. Foi o ano de falar de preços agrícolas, o sobe e desce na bolsa de Chicago, os custos altos de produção, o avanço da Ferrugem Asiática, a Guerra Comercial entre EUA e China que impactou a oleaginosa brasileira. O ano também foi do milho e do algodão.
O clima, sempre ele, trouxe prejuízos. A área de arroz que já perde espaço ano a ano para a soja, sofreu com excesso de chuvas e teve quebra. O trigo do Cerrado sofreu com brusone e o do Paraná com geada. O café também sofreu com o frio e antecipação de colheita. O tabaco encerra o ano projetando queda alta devido à estiagem.
A tecnologia chegou de vez. Só se falou em drones, startups, agtechs, softwares, conectividade no campo, pulverização e monitoramento de lavoura precisos. Em todas as grandes feiras do agronegócio brasileiro a palavra foi Agricultura 4.0.
E 2019 encerra falando em carne. O consumidor está pagando mais pela proteína, isso porque a Ásia, especialmente a China, sofre com a Peste Suína Africana. A doença é fatal e já resultou no abate de mais de 6 milhões de suínos. Com isso o Brasil passou a exportar mais.
Confira, em 6 minutos,os fatos que marcaram o ano do agronegócio, mês a mês.
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