Página 782-783 - Manual de Identificação de Plantas Infestantes - Hotifrúti

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Família Polygalaceae
Polygala violacea
Aubl.
N.V.: roxinha.
Espécie herbácea que pode chegar a 0,3 m de altura, anual e que se desenvolve em quase todas as regiões
do País. Mais rara no Norte e no Sul do Brasil. Vegeta espontaneamente em bordos de fragmentos
florestais da Mata Atlântica, áreas de restinga e também no bioma caatinga. Está adaptada a crescer em
solos argilosos, arenosos, pedregosos e afloramentos rochosos. Aparece com frequência em áreas com
cultivos olerícolas e ambientes de pastagens. Partes da planta são utilizadas na medicina popular.
Apresenta caule aéreo, cilíndrico, provido de pilosidade hialina e curta. Forma na base abundantes ramos
retilíneos e enfolhados. Folhas simples, alternadas helicoidais, curtíssimo-pecioladas e de consistência
membranácea. Limbo em formato estreito ou longo-lanceolado, glabro na face superior e com margens
ciliadas. Inflorescência terminal do tipo cacho em longo eixo pubescente, contendo numerosas flores que,
após a polinização e fecundação, tomam a posição pêndula. Flores constituídas por curto pedúnculo,
cálice com 5 sépalas, sendo 2 externas, superiores e parcialmente soldadas, 2 centrais e 1 inferior, corola
com 3 pétalas de coloração rósea a purpúrea, uma delas maior e em formato de carena com ápice inteiro,
semelhante à das espécies de leguminosas, androceu com 8 estames, gineceu bicarpelar com estilete curvo
e provido de um tufo de pelos na porção apical, estigma globoso. Fruto do tipo cápsula. Diferencia-se
de
P. leptocaulis
por apresentar folhas estreitas ou longo-lanceoladas e de consistência membranosa.
Propagação por meio de sementes.
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