Sustentabilidade
Porque relembrar é preciso!

Preocupada com o uso correto dos agroquímicos e o seu impacto no meio ambiente e na saúde, a FMC traduziu numa linguagem simples e de fácil entendimento todas as técnicas referente às boas praticas no campo e criou uma campanha contendo os 7 hábitos que devem ser incorporados ao manejo do campo. São eles: Aquisição do Produto por Meio de Receituário Agronômico, Transporte Seguro, Armazenamento, Preparo da Calda, Utilização Constante do EPI (Equipamento de Proteção Individual), Tecnologia de Aplicação e Destinação de Sobras e Embalagens Vazias.

Aquisição do Produto por Meio de Receituário Agronômico: Antes de comprar um produto fitossanitário, é fundamental consultar um Engenheiro Agronômo para fazer uma avaliação correta dos problemas da lavoura, como o ataque de pragas, doenças e plantas daninhas. Após essa avaliação, compre o produto com a receita agronômica e guarde uma via. Exija e guarde a nota fiscal, que é a garantia perante o Código de Defesa do Consumidor. Certifique-se, ainda, de que a quantidade do produto comprado será suficiente para tratar a área desejada, evitando adquiri-lo em excesso, e examine o prazo de validade, além de não aceitar embalagens danificadas e rótulos e bulas ilegíveis.

Transporte Seguro: Transportar produtos fitossanitários é uma tarefa de alta responsabilidade e exige que sejam tomadas várias medidas de prevenção para diminuir o risco de acidentes em vias públicas e aumentar as chances de sucesso em atendimentos de emergências. São medidas que visam proteger a integridade física das pessoas, conservar o patrimônio público e preservar o meio ambiente.

Armazenamento: As normas para armazenar produtos fitossanitários no Brasil foram revistas e tornaram-se mais rigorosas a partir da publicação do Decreto 4.074, de 4 de janeiro de 2002. Além da exigência do Licenciamento Ambiental, as implicações legais num caso de acidente podem ser agravadas, se comprovada a não observância das normas vigentes, pois os infratores poderão ser punidos de acordo com a Lei de Crimes Ambientais. Para operar um armazém comercial com produtos fitossanitários, é necessário obter todos os documentos exigidos junto aos órgãos estaduais e municipais. Entre os mais importantes estão: alvará de funcionamento expedido pela Prefeitura; certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros; licença de operação expedida pelo órgão de meio ambiente; e laudo de para-raios. Todos esse documentos são baseados na edificação, pavimentação, drenagem, ventilação, iluminação, medidas de proteção contra incêndio, proteção coletiva e sistema de contenção de resíduos, além da sinalização, organização do armazém e empilhamento dos produtos.

Preparo da Calda: O preparo da calda exige muita atenção, pois é neste momento em que o trabalhador manuseia o produto concentrado. Por isso, a embalagem deve ser aberta com cuidado para evitar o derramamento. A utilização de balanças, copos graduados, baldes e funis específicos torna-se necessária. Outras regras importantes são: nunca utilizar esses equipamentos para outras atividades, fazer a lavagem da embalagem vazia logo após o seu esvaziamento e também lavar os utensílios e secá-los ao sol logo após o preparo da calda. Além disso, use apenas o agitador do pulverizador para misturar a calda, utilize sempre água limpa para prepará-la e evite o entupimento dos bicos do pulverizador, verifique se todas as embalagens usadas estão fechadas e guarde-as no depósito. Por último, porém não menos importante, manuseie os produtos longe de crianças, animais e pessoas desprotegidas.

Utilização Constante do EPI (Equipamento de Proteção Individual): Nas lavouras, a função básica do EPI é proteger o organismo de exposições ao produto tóxico, minimizando todo e qualquer risco de intoxicação durante o manuseio ou a aplicação de produtos fitossanitários. Por isso, são responsabilidades do empregador o fornecimento dos EPIs adequados ao trabalho, devidamente higienizados, além da instrução e do treinamento dos trabalhadores quanto à utilização correta. Fiscalizar e exigir o uso dos EPIs também faz parte de suas obrigações, além de repor os equipamentos danificados. Já a obrigação do trabalhador é usar e conservar o EPI. Entre os mais importantes estão luvas, respiradores, viseira facial, jaleco e calça hidrorrepelentes, jaleco e calça em não tecido, boné árabe, capuz ou touca, avental e botas.

Tecnologia de Aplicação: Toda vez que se pretende realizar um tratamento fitossanitário com a utilização de produtos químicos, é necessário responder, no mínimo, três perguntas para garantir bons resultados agronômicos: Qual é o alvo biológico que precisa ser controlado? Qual o tratamento mais adequado? Como realizar uma aplicação eficaz? Isso porque a aplicação errada de produtos químicos é sinônimo de prejuízo, pois, além de gerar desperdício, aumenta consideravelmente os riscos de contaminação das pessoas e do ambiente. A Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários consiste na aplicação dos conhecimentos científicos a um determinado processo produtivo. É preciso se atentar a alguns fatores, como a agitação da calda, a utilização dos filtros corretos, o volume de pulverização a ser utilizado, o tamanho das gotas, as condições climáticas e a escolha dos equipamentos de pulverização.

Destinação de Sobras e Embalagens Vazias: O principal motivo para darmos a destinação final correta às embalagens vazias dos agrotóxicos é diminuir o risco para a saúde das pessoas e de contaminação do meio ambiente. Porém, trata-se de um procedimento complexo, que requer a participação efetiva de todos os agentes envolvidos na fabricação, na comercialização, na utilização, no armazenamento e no processamento dessas embalagens. Nesse processo, os usuários devem preparar os recipientes vazios e manter suas respectivas tampas e rótulos; armazená-los em local apropriado, até a sua devolução; transportá-los e devolvê-los à unidade de recebimento indicada pelo canal de distribuição na nota fiscal, dentro do prazo de validade; manter em seu poder, para fins de fiscalização, os comprovantes de entrega das embalagens (pelo período de um ano), a receita agronômica (por dois anos) e a nota fiscal do produto.



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